Nota de Introdução, conforme os dias foram passando, os problemas foram aparecendo, e um deles tomou vulto e forma no Estilo Arrogante que Há no mundo, foi o Arbitrarísmo, e Ellen G White trabalhou toda a sua vida tentando combater este mal: Test P-M-O-Ev Pág 397 up.
Haja visto, que este foi o mesmo problema enfrentado pelo os Apóstolos, os Lideres Judaicos combatiam os Discípulos do Senhor, acreditando que como sendo os Líderes da Nação, eles eram os Únicos tutores e Exclusíveis donos da verdade, vejam Alguns Textos de Ellen G White, sobre este Assunto.
TMOEv- Pág 70 Testemunhos da cruz. Depois do derramamento do Espírito Santo, os discípulos, vestidos da armadura divina, saíram como testemunhas, para contar a maravilhosa história da manjedoura e da cruz. Eram homens humildes mas saíram com a verdade. Após a morte de seu Senhor eram um grupo indefeso, desapontado e desanimado como ovelhas sem pastor; mas agora saem como testemunhas da verdade, sem outra arma senão a Palavra e o Espírito de Deus para triunfar sobre toda a oposição. Seu Salvador fora rejeitado e condenado, e pregado na ignominiosa cruz. Os sacerdotes judeus e príncipes haviam declarado com escárnio: “Salvou aos outros, e a Si mesmo não pode salvar. Se és o rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nEle.
Mas essa cruz, esse instrumento de vergonha e tortura, trouxe esperança e salvação ao mundo. A igreja se reuniu; seu desespero e consciente inutilidade os abandonara. Seu caráter fora transformado e eles se uniram pelos laços do amor cristão. Embora não tivessem riquezas, embora fossem contados pelo mundo como meros pescadores ignorantes, foram feitos pelo Espírito Santo testemunhas de Cristo. Sem honras ou reconhecimento terrenos, eram os heróis da Fe.
De seus lábios saíram palavras de eloquência e poder divino que abalaram o mundo. O terceiro, quarto e quinto capítulo de Atos, dão um relato de seu testemunho. Os que rejeitaram e crucificaram o Salvador esperavam ver os discípulos desanimados, abatidos e prontos para negar a seu Senhor. Com espanto ouviram o testemunho claro e ousado, dado sob o poder do Espírito Santo.
As palavras e obras dos discípulos representaram as palavras e obras de seu Mestre; e todos os que os ouviam diziam: Estes aprenderam de Jesus. Eles falam como Ele falava. “E os apóstolos davam com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Os principais dos sacerdotes e autoridades julgavam-se competentes para decidir o que os apóstolos deveriam fazer e ensinar.
Ao saírem por todas as partes pregando a Jesus, os homens que estavam sob a operação do Espírito Santo fizeram muitas coisas que os judeus não aprovavam. Havia perigo de que as ideias e doutrinas dos rabinos fossem desacreditadas. Criavam os apóstolos um maravilhoso excitamento.
TMOEv- Pág 71 Testemunhos da cruz São Presos
O povo levava para a rua os seus doentes, e os afligidos por espíritos imundos; as multidões se aglomeravam ao seu redor e os que haviam sido curados davam louvores a Deus e glorificavam o nome de Jesus, Aquele mesmo que os judeus haviam condenado, escarnecido, sobre quem haviam cuspido, a quem haviam coroado de espinhos e feito com que fosse acoitado e crucificado.
Esse Jesus era exaltado acima dos sacerdotes e governadores. Até mesmo declaravam os apostolo haver Ele ressuscitado dos mortos. Decidiram as autoridades judaicas que esta obra precisava e devia ser impedida, pois demonstrava que eram culpados do sangue de Jesus. Viam que os conversos a Fe se estavam multiplicando. E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, cresciam cada vez mais.
Então levantou-se o “sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (e eram eles da seita dos saduceus) ”, que achavam não haver ressurreição dos mortos. As asserções feitas pelos apóstolos de que tinham visto a Jesus depois de Sua ressurreição e de que Ele ascendera ao Céu, estavam derribando princípios fundamentais da doutrina dos caduceus.
Isso não se deveria permitir. Os sacerdotes e autoridades encheram-se de indignação, e lançaram mãos dos apóstolos, pondo-os na prisão comum. Os discípulos não se deixaram intimidar ou ficar abatidos.
Foram-lhes trazidas a mente as palavras de Cristo na última lição que lhes dera: “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado de Meu Pai, e Eu o amarei, e Me manifestarei a ele. Mas quando vier o Consolador, que Eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade que procede do Pai, Ele testificará de Mim. E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.
Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis. Expulsar –vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidara fazer um serviço a Deus. E isto vos fará, porque não conheceram ao Pai nem a Mim. Mas tenho-vos dito isto, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito.
Pregando de maneira diversa das doutrinas estabelecidas TMOEv- Pág 72 Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão, e, tirando-os para fora, disse: Ide e apresentai-vos no templo, e dizei ao povo todas as palavras desta vida.
Vemos aqui que nem sempre devem os homens em autoridade ser obedecidos, ainda mesmo que professem ser mestres da doutrina bíblica. Muito há hoje em dia que ficam indignados e ofendidos de que alguma voz se levante apresentando ideias que divergem das suas com relação a pontos de crença religiosa. Não tem eles há muito advogado que suas ideias são verdadeiras?
Assim raciocinavam os sacerdotes e rabis nos dias apostólicos: Que querem dizer esses homens iletrados, alguns deles simples pescadores, que apresentam ideias contrarias as doutrinas que os letrados sacerdotes e autoridades estão ensinando ao povo? Não tem eles direito de se imiscuir com os princípios fundamentais de nossa Fe.
Mas vemos que o Deus do Céu as vezes comissiona homens para ensinarem o que é considerado contrário as doutrinas estabelecidas. Visto aqueles que uma vez foram os depositários da verdade se tornarem infiéis ao Seu sagrado deposito, o Senhor escolheu outros que receberiam os brilhantes raios do Sol da Justiça e defenderiam verdades que não estavam de acordo com as ideias dos líderes religiosos.
E então esses líderes, na cegueira de sua mente, dão ampla vazão ao que se supõe ser justa indignação contra aqueles que puseram de lado fábulas acariciadas. Agem como homens que perderam a razão. Não consideram a possibilidade de eles mesmos não terem compreendido corretamente a Palavra. Não abrem os olhos para discernir o fato de que tem interpretado e aplicado mal as Escrituras, edificando falsas teorias e chamando-as doutrinas fundamentais da Fe.
Mas, de tempos em tempos o Espírito Santo revelará a verdade por meio de. Seus instrumentos escolhidos; e nenhum homem, nem mesmo um sacerdote ou autoridade tem o direito de dizer: Não dareis publicidade as vossas opiniões, porque eu não creio nelas. O maravilhoso “Eu” pode tentar derribar os ensinos do Espírito Santo.
Por algum tempo podem os homens- tentar- sufoca-los e matá-los; mas isso não tornará o erro verdade nem a verdade erro. A mente inventiva dos homens tem adiantado opiniões especulativas em vários sentidos, e quando o Espírito Santo deixa a luz brilhar no espírito humano, não respeita todos os pontos da aplicação do homem a Palavra. Deus impressionou a Seus servos para dizerem a verdade sem tomar em consideração o que os homens supunham ser a verdade.
Advertências fieis e sinceras, Perigos presentes TMOEv pág. 73-
Mesmo os adventistas do sétimo dia correm o perigo de fechar os olhos a verdade conforme ela e em Jesus, porque contradiz com algo que eles supunham ser a verdade, mas que o Espírito Santo ensina não ser. Sejamos todos bem modestos, e procuremos com o maior fervor pôr o eu fora de questão, e exaltar a Jesus.
Na maior parte das controvérsias religiosas o fundamento da dificuldade é que o eu, se esforça pela supremacia. Acerca de que? Acerca de questões que não são absolutamente pontos vitais, é que apenas assim são considerados porque os homens lhes têm dado importância.
Sigamos a história dos homens que os sacerdotes e autoridades judaicas julgavam tão perigosos, porque estavam introduzindo novos e estranhos ensinos em quase toda questão teológica. A ordem dada pelo Espírito Santo: “Ide e apresentai-vos no templo, e dizei ao povo todas as palavras desta vida”, foi obedecida pelos apóstolos; e, entraram de manhã cedo no templo, e ensinavam.
Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que estavam com ele, convocaram o conselho, e a todos os anciãos dos filhos de Israel, e enviaram ao Cárcere, para que de La os trouxessem. Mas, tendo La ido os servidores, não os acharam na prisão, e, voltando, lho anunciaram, dizendo: Achamos realmente o cárcere fechado, com toda a segurança, e os guardas, que estavam fora, diante das portas; mas, quando abrimos, ninguém achamos dentro.
Então o capitão do templo e os principais dos sacerdotes, ouvindo estas palavras, estavam perplexos acerca deles e do que viria a ser aquilo. E, chegando um, anunciou-lhes, dizendo: Eis que os homens que encarcerastes na prisão estão no templo e ensinam ao povo. Então foi o capitão com os servidores e os trouxe, não com violência (porque temiam ser apedrejados pelo povo).
Se os sacerdotes e autoridades tivessem ousado executar seus próprios sentimentos quanto aos apóstolos, o relato teria sido bem diferente; pois o anjo de Deus era observador naquela ocasião para engrandecer o Seu nome se qualquer violência tivesse sido feita a Seus servos. E, trazendo-os, os apresentaram ao conselho.
Preconceito dos que tinham autoridade e a Resposta dos apóstolos- TMOEv-Pág 74
E o sumo sacerdote os interrogou, dizendo: Não vos admoestamos nos expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nos o sangue desse Homem. Ver Mateus 23:34, 35.
Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens. O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vos matastes, suspendendo-O no madeiro. Deus com a Sua destra O elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e remissão dos pecados. E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu aqueles que Lhe obedecem. E, ouvindo eles isto se enfureciam, e deliberaram mata-los.
Então o Espírito Santo moveu a Gamaliel, um fariseu, “doutor da lei, venerado por todo o povo”. Seu conselho foi: “Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus. E concordaram com ele.
Contudo os atributos de Satanás de tal maneira lhes dominaram a mente que não obstante os maravilhosos milagres operados na cura de doentes e na libertação dos servos de Deus da prisão, os sacerdotes e autoridades estavam tão cheios de preconceito e de ódio que dificilmente puderam ser contidos. E, chamando os apóstolos, e tendo-os acoitado, mandaram que não falassem no nome de Jesus, e os deixaram ir.
Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus. E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.
TMOEv- Pág 75 A misericórdia de Deus e exemplificada
Podemos ver que evidencias foram dadas aos sacerdotes e autoridades,
e quão firmemente resistiram ao Espírito de Deus. Os que pretendem ter sabedoria e piedade superior podem cometer os erros mais terríveis e fatais (para consigo mesmos) se permitirem que seu espírito seja moldado por outro poder e seguirem uma atitude de resistência ao Espírito Santo.
O Senhor Jesus ali estava presente naquela assembleia, representado pelo Espírito Santo, mas eles não O discerniram. Por um momento sentiram a convicção do Espírito, de que Jesus era o Filho de Deus; mas abafaram a convicção, e se tornaram mais cegos e endurecidos que dantes. Mesmo depois de terem crucificado o Salvador, Deus, em Sua misericórdia, lhes enviara mais evidencias nas obras operadas pelos apóstolos. Ele lhes estava fazendo outro apelo ao arrependimento, mesmo na terrível acusação feita contra eles pelos apóstolos, de que haviam matado o Príncipe da Vida.
Não foi somente o pecado de levar a morte o Filho de Deus que os separou da salvação, mas a sua persistência em rejeitar a luz e a convicção do Espírito Santo. O espírito que opera nos filhos da desobediência, neles operava, levando-os a injuriar os homens por meio de quem Deus lhes estava dando um testemunho. Reapareceu a malignidade da rebelião, sendo intensificada em cada ato sucessivo de resistência aos servos de Deus e a mensagem que Ele lhes ordenara declarar.
Cada ato de resistência torna mais difícil ceder. Sendo os líderes do povo, julgaram os sacerdotes e autoridades ser sua obrigação defender o rumo que haviam tomado. Deviam provar que estavam certos. Tendo-se entregue a oposição a Cristo, cada ato de resistência se tornou mais um incentivo para continuar no mesmo caminho. Os acontecimentos de sua carreira passada de oposição são como que
Tesouros preciosos para serem ciosamente guardados. E o ódio e a malignidade que inspiravam esses atos concentram-se contra os apóstolos. O Espírito de Deus revelou Sua presença aqueles que, sem tomarem consideração o medo ou o favor dos homens, declararam a verdade que lhes fora confiada.
Resistência a verdade TMOEv- Pág 76-
Sob a demonstração do poder do Espírito Santo, viram os judeus sua culpa ao recusar a evidencia que Deus lhes enviara; mas não queriam desistir de sua ímpia resistência. Sua obstinação tornou-se cada vez mais determinada, e causou a ruína de suas almas.
Não é que não pudessem render-se, pois poderiam, mas não o quiseram fazer. Não somente foram culpados e merecedores da ira, mas também se armaram dos atributos de Satanás e determinadamente continuaram a se opor a Deus. Cada dia, ao recusarem arrepender-se, assumiam de novo sua rebelião. Preparavam-se para colher o que haviam semeado.
A ira de Deus não é meramente declarada contra os homens devido aos pecados que cometeram, mas por preferirem continuar num estado de resistência, e, embora tenham luz e conhecimento, repetirem seus pecados do passado. Se submetessem, seriam perdoados; mas determinaram não ceder. Desafiam a Deus por sua obstinação. Essas almas se entregaram a Satanás e ele as domina de acordo com sua vontade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário