terça-feira, 26 de maio de 2020

Estudo 27 2027 A Igreja é Um Reino Sacerdotal



Estudo 27 2027 A Igreja é Um Reino Sacerdotal,

A irmã White foi instruída de que deveríamos ter vários presidentes de Associações Gerais Regionais em muitas partes do mundo. Conquanto esse plano pudesse parecer uma avenida para a falta de unidade, foi-lhe mostrado que, na verdade, isto traria uma maior unidade para a obra de Deus.

Todavia, por volta de 1903, a idéia de descentralização foi completamente rejeitada. Era difícil para os adventistas do sétimo dia conceberem modelos de organização diferentes dos existentes no mundo em geral. e é o que temos Hoje no Sistema Administrativo da Igreja,

No entanto, como declararmos antes, devemos ser muito cautelosos para não nos dirigirmos rumo a uma independência totalmente destituída dos conselhos dos irmãos.

Foi ao adotar passos semelhantes que outros grupos Cristãos começaram a perder sua simplicidade e tornaram-se formais espiritualmente sem vida. Por que razão deveríamos imita-los?

Acreditamos que não há uma declaração que melhor equilibre toda a situação do que a que está no nono volume dos Testemunhos, escrita pela irmã White aos delegados da sessão da Associação Geral, em 30 de maio de 1909, reunida em Washington D.C.

Ó, como Satanás se regozijaria caso pudesse ser bem-sucedido em seus esforços de infiltrar-se entre este povo e desorganizar a obra em uma época quando total organização é essencial e será o maior poder capaz de afastar levantamentos espúrios e refutar pretensões que não sejam endossadas pela Palavra de Deus!

Precisamos manter as linhas de forma equilibrada, para que não haja interrupção no sistema de organização e ordem, que tem sido construído por um trabalho sábio e cuidadoso. Não se deve dar a utilização aos elementos de desordem que desejam controlar a obra neste tempo.

Alguns têm promovido a idéia de que, como estamos próximo do fim do tempo, cada filho de Deus atuará independentemente de qualquer organização religiosa. No entanto, tenho sido instruída pelo o Senhor, de que nessa obra não existe algo como cada homem ser independente. (9T. 258). No entanto, a irmã White, ao considerar execrável a anarquia dentro da Igreja, considerou da mesma forma abominável a tirania.

Por outro lado, os lideres dentre o povo de Deus devem guardar-se contra os perigos de condenar os métodos de obreiros individuais que são conduzidos pelo Senhor a fazer uma obra especial que poucos estão aptos a realizar. Que os irmãos com responsabilidades na Igreja sejam cautelosos ao criticar movimentos que não estão em perfeita harmonia com seus métodos de trabalho.

Não presumam que todo plano deva refletir a sua própria personalidade. Não temais confiar em outros métodos; porque por negar sua confiança a um irmão obreiro que com humildade e zelo consagrado está fazendo uma obra especial da maneira por Deus apontada, estarão eles retardando o avanço da causa da Deus. (9T. 259)

A obra Do Senhor é prejudicada ou pela desorganização ou pelo supercontrole da liderança. Onde houver interesse pessoais, A Igreja é estorvada, tanto no congregacionalismo quanto pelo hierarquismo.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia acredita na doutrina Bíblica básica do sacerdócio de todos os crentes. Ela não crê que Deus dotou teólogos e ministros com um dote especial de entendimento da Palavra de Deus.

Cremos que é chegado o tempo de repensar o sistema usado para indicar os pastores de igreja. No início da Igreja Adventista, pastores distritais eram designados ao invés de pastores de igreja. Os pastores distritais não eram designados para nenhuma igreja em especial, mas nomeados para uma cidade ou região em particular com o objetivo primeiro de evangelizar aquela área.

Nós bem recordamos dessa situação ocorrendo durante nossa infância. Isto não significava dizer que os pastores não pregassem na maioria dos serviços do Sábado, nem que fossem independentes da igreja. Todavia, as funções básicas da igreja eram exercidas pela liderança leiga. Os leigos também assumiam a responsabilidade de lidar com as necessidades físicas dos 
membros da igreja bem como suas necessidades materiais.

Diferente da situação atual, em que é provável que, caso um membro da igreja venha a adoecer, pede-se ao pastor que o visite; esta obrigação era anteriormente a função dos anciãos, diáconos, diaconisas e dos membros da igreja. Essas pessoas eram os pastores do rebanho. Tiago 5:13-16.

O atual sistema de seguir a prática mundana ao indicar os pastores de igreja tem levado a grande impotência e inércia por parte dos leigos. O pastor tem sido freqüentemente reduzido a babá de membros com distúrbios espirituais e emocionais. O papel do pastor tem se tornado mais o de consolidação e aconselhamento do que o de evangelizar e fazer avançar a mensagem de salvação.

Em algumas de nossas maiores igrejas não é raro ver mais de cinqüenta pastores ordenados nos bancos da igreja durante os serviços de sábado e um staff pastoral de aproximadamente dez pessoas. As energias da Igreja e os recursos humanos de seus membros estão sendo lamentavelmente subestimados.

No princípio da Igreja Cristã não era como hoje, e nós devemos de muitas formas copiar a Igreja do início da era Cristã. Paulo. Pedro, João e outros apóstolos estavam na dianteira do ministério, convertendo homens e mulheres, do paganismo e do judaísmo para o evangelho de Jesus Cristo. Os anciãos eram nomeados para consolidar os membros da Igreja.

Os diáconos eram designados para cuidar das necessidades físicas dos membros da Igreja, enquanto os evangelistas avançavam. Seguramente eles não abandonavam sua responsabilidade para com as igrejas que haviam estabelecido, mas a consolidação dos membros e o desenvolvimento da Igreja eram deixados principalmente nas mãos da liderança leiga. Mas, rapidamente o clericalismo tomou conta da Igreja e os anciãos leigos tornaram-se Auxiliares do clericalismo que, por sua vez, dominaram a direção da Igreja.

Quando houve chamado de pastores para as igrejas adventistas do sétimo dia que estavam bem estabelecidas, a irmã White deixou claro que era para áreas em que não havia um testemunho forte da verdade que os pastores deveriam ser requisitados.  Temos uma situação hoje onde ainda a maior parte das áreas de nossas cidades e interiores não têm impulsos evangelísticos fortes.

Se aos nossos leigos fosse dada a responsabilidade de liderança no pastoreio dos membros da Igreja, no líder com os negócios e outras atividades locais da Igreja, então o pastor poderia cumprir a responsabilidade e a oportunidade de fazer avançar o evangelho. Os nossos leigos seriam enriquecidos por suas responsabilidades e a Igreja seria fortalecida sob sua liderança.

O papel atual do pastor o tem com freqüência conduzido a dificuldade significativas. Em primeiro lugar, sua estreita relação com os assuntos da Igreja tem freqüentemente colocado-o na posição hostil de ter que tomar partido, diminuindo a eficácia de seu ministério de pregação para com aqueles que discordam da posição por ele assumida.

A função de conselheiro, que se tem tornado parte dominante da responsabilidade do pastor, tem freqüentemente levado a trágicas conseqüências. Isto tem se demonstrado verdadeiro, especialmente quando o aconselhamento tem sido com mulheres que têm problemas conjugais. 

É um fato lamentável que muitos de nossos pastores, a cada ano, perdem sua integridade com mulheres que por eles têm sido aconselhadas. Esta forma de ministério está contra o mais claro testemunho Do Senhor que instrui os homens a se absterem de aconselhar mulheres acerca de seus problemas conjugais.

Quando uma mulher relata seus problemas familiares ou queixas de seu marido a um outro homem, ela viola seu voto conjugal; desonra seu esposo e destrói o muro erigido para preservar a santidade da relação matrimonial; escancara a porta e convida satanás a entrar com suas insidiosas tentações.

Se uma mulher vai a um irmão cristão com seu relato de tristezas, seus desapontamentos e provas, ele deveria sempre aconselhá-la que caso ela devesse confiar seus problemas a alguém, que ela escolhesse irmãs para suas confidencias e desta forma não haveria aparência do mal pela qual a causa de Deus pudesse sofrer reprovação. (Lar Adventista, p.338).

Além do mais, a função do pastor de igreja tem levado cada vez mais a o clero de adotar o papel de autoridades finais na Igreja, até que chegue o tempo em que se torne conhecido o veto de pastores às decisões das associações da Igreja. A decisão das comissões de igreja, ou ao exercício severo da pressão eclesiástica sobre essas comissões.

Essas decisões estão desafiando perigosamente a autonomia de cada nível de organização. Cada vez mais o pastor se torna um líder Maior, ao invés de um servo da Igreja e os leigos estão inclinados a absterem-se das responsabilidades com as quais deveriam elas ministrar na Igreja. Em muitas igrejas os anciãos são pouco mais do que homens que anunciam os hinos nos serviços divinos e oferecem oração ocasional.

Uma reconsideração da idéia do pastor distrital e uma reavaliação do papel dos leigos poderiam fazer muito para reverter essa tendência de indolência e passividade vista entre a maioria dos leigos no mundo ocidental hoje.

Caso haja algum questionamento sobre isso, basta apenas comparar a vitalidade da igreja naqueles países onde são poucos os pastores e os membros são muitos comparados com o mundo ocidental onde a média de pastores para membros é muito alta.

Embora seja errado afirmar que este é o único fator responsável pelo extraordinário crescimento dos membros nos países do terceiro mundo, todavia, não podemos deixar de crer que ele é uma resposta parcial para a questão.

Em um lugar no qual os leigos são requeridos para dirigir o culto, as reuniões de oração, os encontros evangelísticos e para ministrarem diretamente as necessidades dos membros, há lugar para um maior crescimento e vitalidade dentro da igreja, por simples razões, um membro converso traz com outro para a Igreja, os pastores não têm esta amizade com vizinhos da Igreja, até porque, eles não pregam para os não adventistas.

Com Exceção de Algumas conferências, que os pastores fazem e batizam muitos, mas apenas para completar ou cumprir o seu Alvo de Batismos do Ano, quando termina a conferência, eles vão embora, a Igreja até que tenta cativar os recém convertidos, mas vale o ditado que quem educa filhos são os pais, como eles não são filhos na fé da Igreja, eles acabam todos indo de volta para o mundo em que vierem

Outra desigualdade é quando o pastor convoca a Igreja para saírem para o trabalho, ainda que ele saia junto, não funciona por mais de uma vez, os Membros são levados a o raciocínio seguinte, eu tenho meu trabalho, sou ocupado, não posso está fazendo isto, o pastor pode, ele é Assalariado, Ganha para isto,

Um pastor Adventista distrital, cobrou de um Irmão dirigente do Grupo, dizendo: porque você não veio ontem para o trabalho missionário? Ele respondeu eu não sou obreiro, eu sou Marceneiro, o pastor ficou triste. Diante da Ordem de Jesus, a todos, Ide:

Se um Membro Leigo fizer o convite para a Igreja saírem para o trabalho missionário, ele certamente por ser voluntário, não vai passar por esta decepção, Portanto não há Lugar para pastores como Líder maior nas nossas Igrejas, o nosso Líder Maior é Cristo e todos nós somos Iguais, somos um reino sacerdotal, com a missão divina de cuidar da nossa família e da casa de Deus. E de Evangelizar.

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